StonEna

A personagem StonEna é interpretada por Ena Lautert, artista plástica que produz suas próprias pedras em papel maché. Ela traz consigo o mito de Sísifo para o livro Desordem, onde pedras rolam ladeira abaixo e são recolhidas e levadas ao topo para em seguida caírem outra vez, num moto-contínuo onde o começo e o fim se confundem. Cada dia é um novo dia e cada pedra um novo desafio, na busca incessante pela eternidade, que se dá através da repetição ao tentar alcançar o melhor possível em seu oficio.

(Gisela Rodriguez)

StonEna | Ena Lautert

StonEna | Ena Lautert – foto de Fernanda Chemale

 

 

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Minotauro no Assentamento Urbano Utopia e Luta

Minotauro com Pascal Berten

Pascal interpreta o Andrógino, inspirado no mito do Minotauro. Ele revela a figura de um ser ambíguo; é um animal ferido, uma mulher, um homem… Vagando nos labirintos da cidade, que são as ruínas das comemorações dos habitante comuns, e onde só resta a solidão, pois ninguém compreende a sua sina. Mas ele ofusca com sua bela imagem onde se percebe uma espécie de sacrifício, e nos atinge de uma maneira estranha. Somos seu espelho; ele pode ser qualquer um de nós, e no entanto fugimos dele. O Andrógino-Minotauro despeja sua mágoa e sua altivez por cima de nossas cabeças. Podemos despertar ou não, na busca dessa embriaguez ambígua e livre… e podemos nos perder no labirinto.

( Gisela Rodriguez )

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por trás da fotografia da Ophelia…

criando a cena onde vemos Ofélia submergir nas águas, tal qual uma louca que se afoga em seus delírios; levada pela correnteza fria, aliviando sua existência dos pensamentos que a assolam… preparando a imagem que capta a poeta mergulhada em seus devaneios…

Desordem - Ophelia - Gisela Rodriguez - foto © Fernanda Chemale

Marco Fronckowiak, Juliane Senna e Gisela Rodriguez © Fernanda Chemale

Desordem - Ophelia - Gisela Rodriguez - foto © Fernanda Chemale

Liege Biasotto e André Varella – foto © Fernanda Chemale

Desordem - Ophelia - Gisela Rodriguez - foto © Fernanda Chemale

Juliane Senna e Gisela Rodriguez © Fernanda Chemale

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Arlequim com Edu K

Uma produção de set conta com muitas variáveis, e seguimos um cronograma que pode ser alterado a qualquer momento. Por isso, é um jogo de cintura e tanto, o que a produção tem de fazer; e por isso também não podíamos prever com precisão qual seria a última imagem a ser feita. E, por capricho do destino, estávamos nós lá, envolvidos com nosso último personagem a ser fotografado: o Arlequim! Aquele que é farsante mas também é sedutor, amante da Colombina, comediante, saltimbanco, polichinelo, bufão, cata-vento, gaiato, debochado… e um símbolo do carnaval. Acabamos em pleno parque de diversões, usando os brinquedos destinados as crianças ( e aquele adulto que ainda traz consigo a criança que foi ). A aventura era estar ali, no parquinho da redenção, o zapt zum com o Edu K. Ele, naquele figurino surreal, de losangos brancos e pretos, que se misturavam com a paisagem em movimento. Estávamos girando no jatinho, num dia de semana qualquer, e aquilo era o nosso trabalho. E depois, descemos para o carrossel, e continuamos a girar, até que chegamos no trenzinho, e ali, terminamos uma jornada. Durante todo o processo, buscamos uma linguagem de pormenores, nuances mágicas e poéticas pouco percebidas em nossas rotinas. Queríamos sempre encontrar o cenário certo para cada personagem. E no Desordem, esse cenário foi a própria cidade. O Arlequim desloca-se por essa cidade fazendo teatro, nunca num emprego fixo; quer convencer a todos que é um ser ingênuo, simplesmente para não carregar o peso da responsabilidade. Faz acrobacias incríveis, e foge do palco dançando…

( Gisela Rodriguez )

making of de Eduardo Aigner

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Fernanda Chemale e Gisela Rodriguez © Eduardo Aigner

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Fernanda Chemale e Edu K © Eduardo Aigner

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Fernanda Chemale e Edu K © Eduardo Aigner

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Fernanda Chemale © Eduardo Aigner

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André Varella, Marco Fronckowiak, Gisela Rodriguez, Edu K, Daniel Lion, Fernanda Chemale e Liége Biasotto © Eduardo Aigner

 

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O Louco

No livro Desordem os personagens surgem como num baralho. Uma constelação de imagens que se sobrepõe, em eterno movimento. Ao dizerem coisas diferentes, se completam. Como se nessa Desordem encontrássemos alguma estranha harmonia. E quem conduz essa viagem é o Louco. Através desse arquétipo nos lançamos na aventura, sabendo que é ele aquele sujeito capaz de nunca perder a curiosidade sobre o mundo. Nessa figura está concentrada uma ideia de desafio às convenções. Com uma mala nas mãos, na beira do rio, esperando a chegada de um barco. Em busca de algum trilho perdido em um caminho do passado? Quem sabe aguardando uma espaçonave? No por do sol do Guaíba estava sendo criada a nossa fotografia, sobre esta condição fantástica do artista, do rebelde, viajante universal. Seu único objetivo é o autoconhecimento. O Louco é sábio. Sim, ele é impulsivo, um andarilho sem destino; mas somente através dele realizaremos sonhos improváveis.

(Gisela Rodriguez)

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Wander Wildner e Fernanda Chemale © Carol de Góes

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Fernanda Chemale e Wander Wildner © Carol de Góes

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Carol de Góes, André Varella, Liége Biasotto, Daniel Lion, Gisela Rodriguez, Wander Wildner e Fernanda Chemale

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Fernanda Chemale e Liége Biasotto © Carol de Góes

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Fernanda Chemale e Wander Wildner © Carol de Góes

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Laura Castilho, André Varella, Liége Biasotto, Daniel Lion, Wander Wildner, Gisela Rodriguez, Fernanda Chemale © Carol de Góes

       

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Daniel Lion e Fernanda Chemale © Carol de Góes

making of Carolina de Góes

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Borges & Medeiros

Estávamos literalmente no meio da avenida Borges de Medeiros, e parecia que o perigo vinha mais de uma ideia que tínhamos sobre a imagem (a foto do poema Cúpula Nuclear) do que o real, acontecendo ali. Segurei a mochila da Fernanda, que estava nas suas costas, para guiá-la de alguma maneira, quando o pessoal da equipe gritava que um automóvel ou algum ônibus se aproximava. Alguém já disse que os fotógrafos quando estão com o olho na câmera ficam cegos para o resto do mundo? Porque ela captava as imagens da “mesa de chá” no meio da rua, só aquilo existia. No centro da avenida, na única parte onde os veículos não podiam chegar até os atores e seus personagens, parecia que víamos uma outra dimensão se estabelecendo ali, na nossa frente, fictícia. E já conseguíamos ler o livro, antes dele estar pronto, antes da gráfica, antes da publicação. Aquilo ali também foi o livro. É o livro. A produção daquele momento, cada detalhe feito por todos nós. Os atores não se abalavam com o transtorno que é, ônibus e automóveis em velocidade, zunindo pra lá e pra cá. Tudo se movia entorno da cena, porém ela parecia estática; e ficou, depois, na fotografia ela se eternizou. A mesa de chá era surreal, e os transeuntes sentiam esse impacto em suas rotinas, eles interagiam com a aquela surpresa ilusionista, que não era teatro e não era cinema, e não era realidade tão pouco; então paravam, e perguntavam o que aquilo significava. Foi aí que começamos a entender: estamos fazendo algo diferente, pois temos a poesia e a fotografia sendo captadas juntas. As palavras vinham com força e pairavam no ar; os versos que inspiraram a cena, circundavam todos nós, mesmo que inconscientemente. A arte é assim, ela acontece sem a nossa permissão; no entanto, somos os agentes propulsores dela.

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DESORDEM

Livro de Fernanda Chemale e Gisela Rodriguez

Uma produção de Liége Biasotto.

As fotos de Fernanda Chemale inspiradas nos poemas de Gisela Rodriguez compõe DESORDEM,  livro e exposição que apresentam uma poética visual, o contraponto do homem contemporâneo em uma cena dramática atemporal e cotidiana, de solitude e desordem.

financiamento FUMPROARTE

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